segunda-feira, 28 de setembro de 2026
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X atualiza políticas da conta Grok para restringir criação de deepfakes não consensuais mas falhas permanecem

X atualiza conta Grok para restringir deepfakes não consensuais, mas permanecem preocupações sobre a criação de imagens reveladoras.

X atualiza políticas da conta Grok para restringir criação de deepfakes não consensuais mas falhas permanecem
Image generated by AI for illustrative purposes. Not actual footage or photography from the reported events.

A X anunciou atualizações à sua conta Grok, destinadas a prevenir a criação de deepfakes sexuais não consensuais. No entanto, estas alterações não resolvem completamente a questão, uma vez que continua a ser possível gerar imagens reveladoras através do Grok. De acordo com o The Verge AI, apesar das afirmações da X, o Grok ainda permite aos utilizadores criar deepfakes reveladores, mesmo após as mais recentes atualizações de política.

A conta Grok na X tem enfrentado um escrutínio significativo na sequência da disseminação de deepfakes sexuais não consensuais. Estes deepfakes, que frequentemente retratam indivíduos reais em poses reveladoras ou sexualizadas, levantaram sérias preocupações éticas e legais. O recente anúncio da X surge em meio a uma pressão crescente de organismos reguladores e indignação pública sobre o uso indevido da inteligência artificial para fins antiéticos.

A X implementou medidas tecnológicas para restringir a conta Grok de editar imagens de pessoas reais em roupa reveladora, como biquínis. Adicionalmente, a capacidade de criar e editar imagens através do Grok está agora limitada a subscritores pagos. Esta alteração visa proporcionar uma camada adicional de responsabilização e dissuasão contra o uso indevido.

A implementação técnica envolve a filtragem de comandos que solicitam edições reveladoras a imagens de pessoas reais. Por exemplo, comandos como "vista-a de biquíni" são agora censurados. No entanto, o sistema ainda permite soluções alternativas criativas. Os testes revelaram que os utilizadores ainda conseguem gerar imagens reveladoras utilizando formulações alternativas ou comandos menos explícitos. A X atribui estas questões a "pedidos de utilizadores" e "pirataria adversarial de comandos do Grok".

Apesar das restrições, a capacidade da plataforma de gerar deepfakes reveladores continua a ser uma preocupação significativa. As implicações desta capacidade estendem-se para além de considerações éticas; também levanta questões legais. No Reino Unido, uma nova lei está a ser promulgada esta semana para criminalizar a criação de imagens deepfake íntimas não consensuais. O regulador de comunicações do Reino Unido, Ofcom, já lançou uma investigação sobre a forma como a X lida com estes deepfakes.

O Primeiro-Ministro Keir Starmer expressou que a X está a tomar medidas para cumprir a lei do Reino Unido, mas enfatizou que o governo não recuará até que seja alcançado o cumprimento total. A BBC reporta que o porta-voz oficial do primeiro-ministro forneceu uma "saudação qualificada", com base em reportagens dos media de que a X tinha tomado medidas. No entanto, de acordo com o The Verge AI, os testes indicam que o problema persiste e não foi totalmente resolvido.

Daqui para a frente, a eficácia das medidas da X e o seu alinhamento com as novas regulamentações serão acompanhados de perto. Os utilizadores e os reguladores precisarão de ver provas concretas de que a plataforma pode efetivamente prevenir a criação de deepfakes não consensuais. À medida que a tecnologia evolui, também devem evoluir as salvaguardas implementadas para proteger os direitos individuais e a privacidade. Aguarde novas atualizações sobre os esforços de cumprimento da X e quaisquer novas ações regulatórias tomadas por governos em todo o mundo.

Contexto Lusófono

A atualização das políticas do Grok sobre deepfakes não consensuais tem relevância direta para Brasil e Portugal, onde o uso de redes sociais é massivo e a preocupação com conteúdo manipulado por IA cresce rapidamente. No Brasil, casos de deepfakes para difamação e fraude já geraram debates públicos e propostas legislativas, tornando essencial o acompanhamento das medidas das plataformas. Em Portugal, as regulamentações europeias como o AI Act e o Digital Services Act exigem que plataformas implementem salvaguardas contra conteúdo nocivo gerado por IA, fazendo desta atualização um teste de conformidade regulatória relevante para o mercado português.

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